quinta-feira, 26 de abril de 2012

Acumulando coisas

Sou uma pessoa de hábitos estranhos. Gosto de guardar meus momentos.
Se eu pudesse, teria vários armários, com várias gavetinhas, e em cada uma delas ia guardando tudo que me fosse acontecendo durante os dias, os meses e os anos.
Aí, na hora que a saudade batesse, era só eu abrir a gavetinha da saudade e lá estariam todos os bons momentos guardados.
Noutra hora, precisando me tornar mais sábia, abriria a portinha do conhecimento, e como num catálogo, experiências dos mais variados temas surgiriam.
Tudo seria perfeito... e me conhecendo tão bem, tenho certeza que este seria o cômodo da casa mais explorado.
Gosto das lembranças, gosto da minha memória, me recuso a esquecê-las guardadas em um canto qualquer do passado.
E quando remexemos esse passado, essas lembranças saem da caixinha e nos alegram...
Mas se quisermos colocá-las de volta na roda da vida, elas se perdem... perdem a beleza, a magia... e ficam velhas e empoeiradas.
Sei lá, acho que o passado está para as boas lembranças assim como o presente está para os acontecimentos imediatos... não podemos misturá-los por muito tempo sob pena de fazer morrer o encanto. E assim, depois de breve espiadinha, acho melhor fechar a gaveta e continuar guardando tudo... até outro dia.

3 comentários:

  1. Concordo com a nobre advogada...rs...Tb não acho bom misturar passado e presente. O acúmulo do presente é que faz o passado. A nostalgia, pra mim, de certa forma atrapalha a vida presente se passarmos a admirar o passado em comparação ao presente. Deixemos o passado lá, guardado, apenas como uma forma de lembranças - boas e ruins - e aprendizado

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    1. Meio advogada você quis dizer né Bruno?... hahaha
      Bom ter você de novo por aqui! Adorei seu último texto.
      Agora sou eu quem estou sem tempo mas assim que der, prometo escrever alguma coisa mais "útil" do que essas lamentações aí! rs

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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